quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cadeados do Amor nas pontes de Paris



“O amor é cego, por isso os apaixonados nunca percebem as tolices que praticam.”
Shakespeare.

Casais do mundo inteiro que visitam a capital francesa selam seu amor ou as promessas de amor eterno com um cadeado. A chave é jogada no Rio Sena e o cadeado com os nomes gravados é pendurado em algumas pontes da cidade. Essa prática começou em 2008, mas ninguém sabe ao certo quando e quem foi o primeiro casal a pendurar um cadeado na Pont des Arts que liga o Museu do Louvre ao Palácio das Artes.
 
A grande quantidade de cadeados na ponte já preocupa as autoridades uma vez que o “peso do amor” pode causar problemas estruturais na ponte.
 A  Pont de l'Archevêché,  próxima a Notre Dame, tem milhares de cadeados que cobrem totalmente suas grades.
A  Passerelle Léopold-Sédar-Senghor já começou a receber as primeiras centenas de cadeados.
Eu não gosto da rigidez dos cadeados nem da sua falta de elegância. Não vejo romantismo em jogar a chavinha do cadeado no fundo do Rio Sena que não serve para nada além de poluir.
 
Enquanto eu andava pelas pontes parisienses fui abordada inúmeras vezes por vendedores ambulantes que insistiam para que eu comprasse um cadeado. Eu, pacientemente, dizia a eles que me incomodava a ideia de “trancar o amor a sete chaves” tanto quanto os cadeados que enfeiam as charmosas pontes de Paris.
Torço para que as juras de amor feitas nas pontes de Paris jamais afundem, mas ao invés de pendurar cadeados, porque não “selar o amor” plantando uma flor?  

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Andando pelas ruas de Paris

Para conhecer uma cidade, penso que seja preciso andar muito pelas ruas para entender a sua dinâmica e a forma como as pessoas vivem. Esta é a décima quarta vez que estou em Paris, já visitei muitas igrejas, museus, marcos da história mundial e inúmeros pontos turísticos. Porém, uma das coisas que eu mais gosto de fazer em Paris é andar sem compromisso pelas ruas graciosas da cidade.
Estou em Paris no momento e tenho andado cerca de 10 horas por dia. Quando as pernas começam a reclamar procuro uma praça ou sento-me às margens do Rio Sena e observo a cidade, seus habitantes e os turistas de todos os cantos do planeta.
Gosto de fotografar o que encontro nas ruas e que não me é familiar.
Loja que só vende fois gras
Mais de 200 tipos de queijos nesta loja
 
Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo e o destino preferido dos casais apaixonados em lua de mel.
Os orientais, em especial, adoram registrar as suas bodas pelas ruas de Paris.
Próximo a catedral de Notre Dame vi um casal acompanhado de uma equipe de fotógrafos que clicavam sem se importar com a multidão de turistas junto com os noivos.
Ontem vi dois casais de noivos. Eu estava passando por uma ponte quando vi o primeiro casal.
O segundo casal apareceu quando estava sentada num banco no jardim atrás da Igreja de Notre Dame. Os noivos chegaram com uma grande mochila. Ele montou o tripé, ajustou a máquina fotográfica enquanto ela retocava a maquiagem e se esforçava para andar com uma sandália altíssima.
Quando a montagem do equipamento ficou pronta ele pediu para ela se posicionar e depois saiu correndo para sair na foto. Assim que foram clicados, voltaram para ver o resultado que pareceu não ter sido satisfatório.
A cena se repetiu inúmeras vezes até que percebi o quanto ela estava chateada e o início de uma discussão. Na tentativa de evitar um divórcio precoce, me dirigi até os noivos e me ofereci para fotografa-los. Ele agradeceu e disse que não era necessário, mas ela disse que queria. Para evitar confusão, apenas sorri e saí andando lentamente enquanto os dois brigavam. Em seguida ele veio correndo em minha direção pedindo por favor para eu fazer as fotos. Aceitei o "convite". Devo ter feito umas 50 fotos. No começo o clima estava tenso, eu pedia para eles se abraçarem, mas nem sempre era atendida, até que chegou um momento que eu falei: “está na hora do noivo beijar a noiva”, e o beijo não saía... não sei se era por timidez, para “preservar” a maquiagem ou porque o amor já estava evaporando antes do casório se confirmar. Aos poucos os noivos foram ficam mais a vontade e com muita insistência consegui fotografar um beijo de um casal apaixonado. Ela era chinesa e ele americano, vão casar em Pequim no mês que vem. 
Eles ficaram muito felizes com as fotos e me agradeceram várias vezes, mas não fui convidada para o casamento na China. Gostei de ser "fotógrafa em Paris por alguns minutos" e imagino que as outras pessoas que presenciaram a cena também tenham se divertido.
Em Saint Germain des Prés os famosos cafés de Paris frequentados por Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.
As mesas são sempre muito disputadas, mas consegui um lugarzinho e tomei um café no Café de Flore.
Enquanto tomava o meu café, um motoqueiro que fazia entregas estacionou a sua moto com um cachorrinho que viajava na moto com muito estilo.
                    Em Montmartre vi outro cachorro muito lindo.
No famoso bairro do Marais, encontrei uma loja da NATURA.
As lojas de chocolates finos e doces  estão por toda a cidade.
Carros e motos não muito convencionais.
 
    Opções para os turistas que desejarem passear num triciclo.
 
 
Turistas chegando ou deixando a cidade.
 
 
                    Muita criatividade para vender preservativos.
 
Eu não vi esse tipo de banheiro em Paris, mas em Versalhes, na chegada da corrida Paris-Versailles La Grande Classique, um banheiro ao ar livre para os homens...