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segunda-feira, 18 de julho de 2011

ITAIPU, a maior hidroelétrica do mundo


                                         Um vertedouro da Hidroelétrica de Itaipu
Quando estive em Foz do Iguaçu visitei também a hidroelétrica de Itaipu que é uma obra prima da engenharia.  A visita guiada é extremamente interessante e dá ao visitante  a oportunidade de conhecer a   história e a grandiosidade da maior geradora de energia limpa e renovável do planeta.
De acordo com as estatísticas até dezembro de 2010 mais de 16 milhões de pessoas procedentes de 190 países já visitaram a usina de Itaipu.
Do alto da barragem se tem uma visão panorâmica dos vertedouros e das comportas de captação de água para as unidades geradoras de energia. Os enormes tubos brancos são chamados de “ condutos” pelos quais escoam até 700 mil litros de água por segundo, ou seja, quase a metade da vazão das Cataratas do Iguaçu passa por cada um dos condutos.  A arquitetura côncava da barragem lembra a de uma catedral. A usina é controlada por técnicos brasileiros e paraguaios que operam painéis eletrônicos computadorizados na parte interna da mesma.
Os contudos gigantes
Itaipu na língua Tupi significa “a pedra que canta”. A construção da usina começou em 1975 e a sua  inauguração foi em 1982. Nas margens do Rio Paraná foi construído um hospital e 9 mil moradias para abrigar os trabalhadores que atuavam no canteiro de obras.
No alto da barragem a vista do reservatório

Alguns dados impressionantes sobre Itaipu:

·  40 mil trabalhadores envolvidos na construção.
·  Mais de 50.000 horas trabalhadas.
·  58 toneladas de dinamite foram usadas para construir o desvio do Rio Paraná. 
    ·  A quantidade de ferro usada é equivalente a 380 Torres Eiffel.

As "catedrais" da barragem
    ·  12.57 milhões de metros cúbicos de concreto. Esta quantidade equivale a 210 Estádios do Maracanã ou 15 vezes a quantidade de concreto usada para construir o Eurotúnel que liga Londres a Paris. 

       ·   Em um único dia foram lançados 7.200 metros cúbicos de concreto na barragem, o mesmo necessário para a construção  de um prédio de 10 andares por hora.

·  20.113 caminhões e 6.648 vagões ferroviários foram usados para transportar os materiais.
·  20 unidades geradoras de energia e 14.000MW de potência.
·  Fornece 16% da energia consumida em todo o Brasil e 73% do consumo do Paraguai.
Reservatório: área alagada - 1.350 km2

  Barragem:
    · Altura: 196 metros. Equivalente a um prédio de 65 andares.
· Comprimento: cerca de 8 km. 

domingo, 10 de julho de 2011

Foz do Iguaçu ( Iguassu Falls)

Na língua Tupi Iguaçu significa “água grande” e Foz do Iguaçu é, sem dúvida, muito mais do que grandes águas. É uma explosão de beleza, uma sinfonia orquestrada pelas quedas d’água e regida pela grandiosidade da natureza.  

O Parque Nacional do Iguaçu do lado brasileiro tem uma área de 185.000 hectares e um perímetro de 420 km. Foi tombado pela UNESCO em 1986, como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade.
As cataratas são formadas pelos desníveis no curso do Rio Iguaçu e as quedas variam entre 40 e 80 metros de altura em média, numa largura de 2.780 metros.
De acordo com os geólogos estas formações datam 150 milhões de anos.

O número de quedas isoladas pode chegar a 300 dependendo do volume de água do rio. Na época das cheias do rio as quedas ficam tão reduzidas que muitas vezes há menos de 20 quedas.       


A vazão de água média do rio é de 1.500m3/s. Na época de seca é de 500 m3/s e na época de cheia é de 6.500 m3 por segundo.

O Parque Nacional do Iguaçu tem uma excelente estrutura para receber os visitantes que podem escolher entre sobrevoar as cataratas de helicóptero, fazer um passeio de barco cujo destino é o encontro com as quedas gigantes, andar ou pedalar por uma das trilhas do parque.  
O percurso até as cataratas pode ser feito de ônibus ou a pé seguindo por uma trilha. Eu preferi ir caminhando, ouvindo os pássaros cantando e vendo as quedas menores e isoladas que acompanham todo o caminho até a chegada da garganta do diabo. Aliás, difícil de entender porque se chama “Garganta do Diabo” um lugar de extrema beleza.

Para fazer o passeio de barco é preciso pegar uma trilha até chegar às margens do rio. Antes de entrar o barco cada pessoa recebe uma sacola plástica para colocar dentro todos os seus pertences, afinal, o barco passa muito perto das quedas d’água e o banho está garantido. O barco vai navegando lentamente para que todos possam desfrutar da vista maravilhosa dos paredões de pedra e as quedas d’água. À medida que o barco se aproxima da Garganta do Diabo, a sensação de ser engolido pela mesma explica o porquê do seu nome.

Estive em Foz do Iguaçu em março de 2008. No trajeto do aeroporto até o centro da cidade vi vários anúncios sobre um Lual nas cataratas que eu desconhecia totalmente. Fui me informar a respeito e descobri que em noites de Lua Cheia, dependendo da época do ano, o restaurante das cataratas abre para um jantar e o visitante pode ver as cataratas iluminadas pela lua. Fiquei imaginando o quanto seria grandioso ver aquelas quedas gigantes à noite. Simplesmente imperdível. A minha primeira providência quando cheguei ao Parque do Iguaçu foi procurar o local que vendia o ingresso para o tal jantar.
O senhor que trabalhava no guichê me disse que todos os lugares já estavam vendidos e que eu não poderia entrar no parque a noite sem o ingresso para o jantar. Então comecei a negociar a minha entrada não desejada argumentando que eu não me importaria se não comesse e nem se ficasse do lado de fora do salão no qual seria servido o jantar. Eu só queria ver a lua iluminando as cataratas. Falei que ele poderia escrever e carimbar no meu ingresso que eu estava “proibida” de participar do jantar, mas autorizada a fazer o passeio até as cataratas. Disse a ele que por mais deliciosa que pudesse ser a comida que seria servida no jantar, eu a esqueceria com facilidade. Porém o espetáculo da lua cheia refletindo nas águas das cataratas ficaria para sempre na minha memória. Percebi que ele ficou um pouco sem ação, me disse que precisava falar com o seu supervisor. Não demorou muito para ele voltar com um ingresso na mão que também me dava direito a todas as iguarias que seriam servidas no famoso jantar.

Sempre tive a impressão que as pessoas são muito mais generosas com quem viaja sozinho. Acho que nem todo mundo tem coragem de dizer “não” a um pedido de uma mulher que está viajando só.   
O jantar tinha música ao vivo e uma grande variedade de pratos saborosos. O público era formado por muitos turistas estrangeiros e também locais.
Um pouco antes da meia noite o caminho do restaurante até as cataratas foi iluminado com tochas, e a plataforma que dá acesso a garganta do diabo foi aberta. O vapor produzido pelas quedas água quando iluminado pelos raios de luz da lua forma um arco-íris prateado. Uma imagem deslumbrante e inesquecível que guardo comigo. Na época eu tinha uma máquina fotográfica muito simples que não me permitiu fotografar este espetáculo da natureza. Fiz várias tentativas, mas não aparecia nada nas fotos. Vi um grupo de americanos fotografando o arco-íris com tripés e lentes poderosas acopladas nas suas máquinas fotográficas. Pedi para eles se poderiam me enviar uma única foto via email uma vez que era impossível eu fotografar com a minha máquina. Prometeram que iriam mandar, mas a foto nunca chegou.
Após uma hora de visita o acesso as cataratas foi fechado. Um ônibus do parque levou todas as pessoas até o estacionamento que ficava na entrada do mesmo. Chegando lá percebi que não havia nenhum táxi, já era madrugada e eu teria que voltar para o hotel. Como nunca levo o meu celular comigo quando viajo, pedi para um casal que estava entrando em um carro com placa de Foz do Iguaçu, se eles poderiam chamar um táxi para mim. O casal, extremamente simpático, gentilmente se ofereceu para me levar até o meu hotel, afinal o táxi poderia demorar muito para chegar. Aceitei a carona.
Um dia eu volto para Foz e, numa noite de lua cheia, vou fotografar o arco-íris prateado das cataratas do Iguaçu. 
A borboleta e a aranha que encontrei na trilha
     

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Parque das Aves em Foz do Iguaçu

A ararajuba que fez pose para eu fotografar
 O Parque das Aves foi criado em 1994 pelo casal Dennis e Anna Croukamp. É um parque privado e considerado o maior parque de aves da América Latina, com 16 hectares de mata nativa. Está localizado próximo da entrada das Cataratas do Rio Iguaçu.
O objetivo do parque é proporcionar condições para que as aves se reproduzam. No parque existe cerca de 900 aves de 150 espécies.
Andando por uma das trilhas do parque encontrei o viveiro das Ararajubas. Sua plumagem verde-amarelo faz da ararajuba a mais brasileira de todas as aves brasileiras. Fiquei muito tempo ali admirando sua beleza e tentando fotografá-las através dos buraquinhos da tela do viveiro.  
A ararajuba é conhecida também pelo nome guaruba, guarajuba e tanajuba. Na língua tupi guará= pássaro e yuba= amarelo. São encontradas somente no Brasil na região da Amazônia e são muito sociáveis, vivem em bandos de 4 a 10 aves e adoram uma boa cantoria. Procuram árvores altas para construírem os seus ninhos e impedirem a ação de predadores como os macacos e os tucanos. Nas últimas décadas os seus maiores predadores foram os traficantes de animais silvestres que contribuíram enormemente para colocar a ararajuba na lista das aves que corre risco de extinção.
 A trilha do parque segue sinuosa pela mata e também  passa por dentro de um grande viveiro, com 8 metros de altura, no qual vivem muitas araras e  tucanos.
Às vezes o visitante é surpreendido por um vôo rasante de uma arara amarelo e azul que esbanja beleza no colorido das suas penas.

Do lado de fora do viveiro, um funcionário do parque, brinca com uma arara que docemente pousa no braço de quem queira sentir na pele a força das suas unhas e o seu peso.
O "pouso" da arara no meu braço não durou muito tempo.
A  arara azul e amarela chega a viver até 60 anos em cativeiro.
  Além das aves no parque existe um borboletário e alguns exemplares de cobras, iguanas, jacarés e saguis .O colorido das flores e o voar inquieto das borboletas  e dos beija-flores é um espetáculo a parte. 
No borboletário beija-flores e muitas borboletas

  As cobras vivem em grandes casas de vidro.
 Todos os animais do parque vieram de centros de reabilitação, de criadores autorizados pelo Ibama e de zoológicos. Visitei o Parque da Aves em 2008.


Parque das Aves
Rodovia das Cataratas (BR-469) km17
Foz do Iguaçu - Paraná