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domingo, 2 de junho de 2013

Pequenas compras, grandes lembranças...

Coador de café - Mercado de Belo Horizonte 2012

Costumo dizer que não viajo para fazer compras, carregar sacolas e malas pesadas. Viajo para aprender, conhecer outras culturas e ser um pouco menos ignorante sobre o mundo. Sou uma pessoa minimalista, não gosto de consumo desenfreado, recrimino qualquer tipo de desperdício e não sou apaixonada pelas coisas. Sou uma viajante e por isso prefiro colecionar memórias dos lugares que visitei ao invés de objetos. I always say that I do not travel to do shopping neither to carry heavy bags and suitcases. I travel to learn, to get to know other cultures and try to be less ignorant about the world. I am a minimalist person, I do not like high consumption of goods, I am totally against any kind of waste and I'm not passionate about buying things. I am a traveler. I prefer to collect memories of places visited rather than objects.
Coador de chá -  Segunda viagem para a China -Pequim 2011
Conjunto para degustar chá - comprei na loja da Cidade Proibida - Pequim 2010
Para preparar o chá inglês quando morava em Londres - 1996 
Joaninha para guardar a esponja de lavar louça - Viagem para Nova York em 2006
 Nas minhas viagens compro apenas aquilo que poderei usar no meu cotidiano, e assim lembrar sempre dos lugares que estive. In my trips I only buy what will become part of my daily routine so that it will make me always remember the places I visited.
Abridor de latas comprado em Londres em 1996 quando eu morava lá.
Colher para geléia - Porvo, Finlândia - 2012
Facas compradas em Estocolmo - 2012
Para servir a salada - comprei no aeroporto de Copenhagen - 2012
 
Já visitei 32 países e conheço 18 estados brasileiros. Quase tudo o que tenho no meu pequeno apartamento foi adquirido nas minhas andanças mundo afora. Nunca tive nada caro ou algo “de valor” como se fala por aí. Tenho sim milhares de lembranças do quanto eu andei, do quanto eu aprendi e de todas as pessoas que conheci nos lugares por onde passei. Das minhas viagens guardo muitas sacolas e malas pesadas carregadas de lembranças que jamais irão envelhecer, quebrar ou perder o valor. I have already visited 32 countries and 18 Brazilian states. I would say that almost everything I have in my small apartment was purchased in my trips around the world. I have never had anything expensive. On the other hand I do have thousands of memories of what I learned in my trips, the distances I walked and all the people I met. I keep many bags and heavy suitcases full of memories that will never grow old, break or lose value.
Já estive em Paris 13 vezes e adoro o requinte da França até para fritar um ovo. 
Era uma tarde ensolarada em Paris- 2008, quando comprei este suporte para colher.
Garrafa térmica quente/gelado.A jaqueta é que mantém a temperatura. Havia jaquetas avulsas de várias cores, mas não comprei nenhum outra. Design dinamarquês, Copenhagen 2012
Porta toalha de papel - Londres 2012
Porta sacolinhas de plástico- Treze Tílias - Santa Catarina - 2011 
Lampião à vela - Helsinki - Finlândia 2012
Paliteiro - Praga - República Tcheca - 2008
Vasos de plástico - Aeroporto de Estocolmo 2012
Suporte para pratos - Mercado de Aracaju- Sergipe 2011
Comprei os suportes para panelas em São Luis - Maranhão Viagem em 2007
Cumbucas para servir tacacá no Amazonas. Uso para sopa e doces. Comprei no Pará em 2009 
Caixinha de música que comprei em São Petersburgo -Rússia 2012
Velas de São Franciso e Santa Clara - Assis Itália 2008
Gaiola e porta-grilo. Exotismo chinês - Pequim 2011
Minha obra de arte na parede da sala. Vários mundos...Os bonequinhos são da tribo Sateré-Maué que visitei em 2007 no Amazonas. Peneiras, colares de semente de seringueira comprados no mercado de Manaus.
Colar de escama de pirarucu do Mercado de Manaus. Os sapatinhos comprei com muita mímica de uma senhora sentada numa calçada em São Petersburgo- Rússia, 2012.
Língua do peixe pirarucu. Comprei na comunidade Vila Alencar- Reserva Mamirauá Amazonas 2013
Bonequinha comprada na Índia em 2004. Chinelo de palha de arroz comprado na China em 2011, obviamente fazendo muita mímica.
No mercado de Dubai, em 2010, comprei óleo de cobra com azeitona para os cabelos.
Palitos de açúcar para adoçar o chá. Mercado de Dubai 2010

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A demolição do Hotel Áustria

O Hotel Áustria, construído pelos imigrantes austríacos há 65 anos 
Pelo telhado, a primeira tentativa de demolição do hotel em 17/05/2011
Hotel Áustria, ontem 17/10/2012 quando a demolição foi interrompida
 
 
A matéria a seguir foi publicada pela pela Tropical FM99 de Treze Tílias, hoje 18/10/2012.

 
O Hotel Áustria enfrenta nova questão judicial
Após longo período, depois da decisão judicial que suspendeu a demolição do histórico Hotel, os proprietários retomaram, ontem, o desmanche do antigo prédio. Contudo, um novo imbróglio parece ter se formado em torno do caso.
O Delegado que responde interinamente por Treze Tílias, Nilton Bussi, explica que ao retomar a demolição no dia de ontem, o proprietário foi notificado de que haveria uma ação administrativa iniciada pela Fundação Catarinense de Cultura, que estaria interessada em transformar o prédio em patrimônio histórico.
Conforme Nilton Bussi o Proprietário do prédio teria recebido a notificação da Fundação Catarinense de Cultura e, mesmo assim, teria iniciado a demolição, o que caracteriza desobediência à ordem de funcionário público.
O proprietário do prédio do Hotel Áustria, Valdenir Sewald, explica com que base teria iniciado a demolição, que já retirou o telhado e, inclusive, parte da construção em alvenaria. Ouça áudio 06.
A demolição está interrompida, contudo, o delegado explica que o proprietário alega não ter recebido qualquer documento que embase tal decisão.
A Promotora Mônica Lunardi esteve pessoalmente, em Treze Tílias, na tarde de ontem, quando teria dado ordem verbal aos policiais para que impedissem a demolição.
Sendo assim, os trabalhos foram suspensos. Contudo, o prédio já está semi demolido.
No final da tarde de ontem, Valdenir Sewald, um dos proprietários do prédio prestou depoimento na Delegacia de Treze Tílias.... veja mais no site http://www.tropicalfm99.com.br/site/noticias_interna.php?id_noticia=2731

 
Artigos que escrevi e publiquei nesse blog sobre o Hotel Áustria: 
 






domingo, 12 de junho de 2011

Patrimônio Histórico de Treze Tílias: há esperança.

Encaminhei um email para o Dr. Ingomar Lochschmidt, Cônsul Comercial da Áustria em São Paulo no dia 8 de junho de 2011 perguntando-lhe se era do seu conhecimento a autorização para a demolição do casarão no qual funcionava o antigo Hotel Áustria em Treze Tílias.

No mesmo dia o Dr. Ingomar Lochschmidt respondeu o meu email informando que não estava interado do assunto, porém, iria encaminhar o referido email para a Cônsul Honorária da Áustria em Treze Tílias, a Sra. Anna Lindner von Pichler para que ela providenciasse as informações.

A seguir, a resposta na integra que recebi referente ao meu questionamento.    

Sent: 09 June 2011 10:11
To: Veronese, A

Prezada Audmara

Segue a resposta da nossa Consul em Treze Tílias para o seu conhecimento.

Melhores cumprimentos
Ingomar Lochschmidt

From: Anna Lindner von Pichler
Sent: Mittwoch, 08.
Juni 2011 14:23
To: São Paulo AC
Prezado Dr. Ingomar Lochschmidt!

Em resposta ao seu e-mail e para que o Sr. possa  tranquilizar a Sra. Audmara Veronese, posso lhes informar que graças a imediata intervenção do Sr.  Promotor Dr. Rafael Meira Luz e do Juiz Dr. Edemar Gruber, ambos da Comarca de Joaçaba, conseguimos ao menos embargar a demolição que infelizmente tinha sido autorizada pela Prefeitura de Treze Tílias. Por se tratar realmente de um patrimônio de grande valor histórico, recebemos ontem o reforço da Sra. Andrea Marques Dal Grande que é a Diretora de Patrimônio Histórico Cultural de Santa Catarina e  juntos queremos iniciar uma serie de tombamentos para preservar as preciosidades arquitetônicas da cidade de Treze Tílias. Quem sabe este lamentável fato irá contribuir para que consigamos mais rapidamente alcançar o nosso tão sonhado e importante objetivo.

Um grande abraço

Anna Lindner von Pichler
Cônsul Honorária da Áustria

Já o email que encaminhei para Prefeito de Treze Tílias, Sr. Romeu Luiz Rabuski, no dia 9 de maio de 2011 continua sem resposta.

Não resta dúvida que EDUCAÇÃO é o fator principal que diferencia um povo de outro, uma Nação do Primeiro Mundo e outra em desenvolvimento.

Só com o conhecimento adquirido através da educação é possível entender a importância de se preservar para continuar crescendo.     

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A resposta que não veio

Agradeço os comentários postados no último artigo sobre a suspensão temporária da demolição do casarão no qual funcionava o antigo Hotel Áustria em Treze Tílias.

Considero o debate importante e respeito opiniões diferentes assim como argumentos que justifiquem o que se afirma. É o nosso conhecimento de mundo (ou a sua falta) , as nossas experiências e vivências que nos levam a assumir uma determinada posição. Entretanto, vale lembrar que discutir idéias não significa atacar anonimamente e sem fundamentos.

Defendo a liberdade de expressão e o direito das pessoas exporem o seu ponto de vista, e por isso o meu blog será sempre um canal aberto ao debate inovador que acrescenta um outro olhar e nos faz refletir. Este blog existe apenas há três meses e de acordo com os dados fornecidos pelo Blogger já foi acessado mais de 4.000 vezes por pessoas de 32 países.

Quanto ao email enviado no dia 9 de maio de 2011 para o  Prefeito de Treze Tílias, Sr. Romeu Luiz Rabuski,  perguntando sobre a autorização da demolição do casarão em questão, o mesmo ainda não foi respondido. Tudo indica que seremos privados de tal informação, o que não deixa de ser lamentável. Parece que educação e respeito pelos cidadãos não é uma das  máximas do Sr. Prefeito Rabuski.  

Acho importante ressaltar que embora o turismo já não seja mais a principal atividade econômica de Treze Tílias, de acordo com um comentário anônimo, ainda é o que sustenta o setor hoteleiro da cidade. Não fiz nenhum levantamento  estatístico sobre a porcentagem de turistas que ocupam os hotéis, mas acredito que seja bem maior do que a de locais que eventualmente decidam passar um fim de semana em um dos hotéis da cidade.

Não vou para Santa Catarina com freqüência, mas sempre que viajo para Caçador, onde nasci, reservo um dia para visitar Treze Tílias. Já estive inúmeras vezes na cidade e, infelizmente, não tive o prazer de me hospedar no Hotel Áustria e em nenhum outro hotel da cidade.

Em março deste ano eu estava em Pequim e me hospedei em um hotel que foi tombado pela UNESCO como patrimônio da Humanidade. A casa, com mais de 200 anos, foi restaurada e aberta ao público durante as Olimpíadas de Pequim em 2008. Não há muito conforto nos quartos, o banho tem que ser rápido porque a capacidade de armazenamento de água quente no hotel é limitada, mas ninguém se importa, os anos de história que aquelas paredes carregam justificam as listas de espera para se hospedar lá.  
     
Já publiquei outros textos neste blog falando mais sobre mim e o meu enorme fascínio pelas viagens e pelas descobertas que as mesmas nos proporcionam. Morei alguns anos na Europa e já visitei mais de 20 países. Conheço quase todos os estados brasileiros.

Quando estive na Índia, por exemplo, visitei o Taj Mahal, fui até a fronteira com o Paquistão e conheci vilarejos que talvez só mesmo a aceitação incondicional da crença permita que  pessoas vivam em  condições tão severas e aceitem seus carmas pacificamente. Nas minhas duas viagens pela China, visitei Templos milenares e andei muitos quilômetros pela Grande Muralha da China em quatro seções diferentes da Muralha. Estive na Mongólia Interior viajando por lugares remotos, conheci inúmeros chineses que nunca tinham sequer visto um único Ocidental em suas vidas.  Em Dubai, subi até o topo do Burj Khalifa, o prédio com 200 andares, que é o mais alto do mundo. Enfim, são muitas as grandes obras  que já tive a oportunidade de conhecer.  Viajei sozinha para todos esses lugares, sem conhecer ninguém, sem saber ao certo o que encontraria pelo caminho. Aprendi muito nestas viagens e desenvolvi não só um carinho enorme pelos lugares que visitei, pelas pessoas que conheci e pelo que vivi, mas também um senso ainda mais aguçado sobre a importância de se preservar os patrimônios . Não podemos impedir que futuras gerações sejam privadas de conhecer a sua própria história.

O fato de eu ter visto de perto muitas edificações mundialmente conhecidas não torna o casarão de Treze Tílias menor. Muito pelo contrário. Dentro do seu contexto histórico ele é tão importante quanto qualquer outra construção acima citada. Daí a importância da sua preservação e o meu empenho e de tantas outras pessoas para manter viva a nossa história. O casarão não é apenas uma obra arquitetônica da cidade de Treze Tílias, ele integra o Patrimônio Histórico e Cultural do estado de Santa Catarina e, desnecessário lembrar, faz parte da história da colonização do Brasil.

Retomarei as publicações sobre minhas últimas viagens pelo Oriente e em breve voltarei a postar fatos e fotos sobre a beleza e a diversidade brasileira.       
     

sábado, 21 de maio de 2011

Suspensa a demolição do casarão de Treze Tílias

A destruição começou pelo telhado
A demolição do casarão no qual funcionava o antigo Hotel Áustria teve início na última terça-feira, 17 de maio de 2011. No dia seguinte, o Ministério Público de Santa Catarina pediu a suspensão da mesma. O Juiz Edemar Gruber, de Joaçaba, concedeu uma liminar suspendendo temporariamente a demolição do imóvel.

 O destino que será dado ao casarão construído pelos imigrantes austríacos em 1948, um dos cartões-postais de Treze Tílias, está agora nas mãos do Ministério Público de Santa Catarina.

 Acredito que esta medida só foi tomada porque centenas de pessoas se mobilizaram para impedir que parte do patrimônio arquitetônico catarinense virasse pó. O meu sincero agradecimento a todos que me apoiaram e saíram em defesa da preservação da nossa história. Nos juntamos a muitas outras pessoas que há meses já estavam se esforçando para barrar a demolição do casarão. 

 O email que encaminhei para o prefeito de Treze Tílias, Sr. Romeu Luiz Rabuski, perguntando sobre a autorização para demolir o referido imóvel, ainda não foi respondido.

 No Brasil, somos obrigados a eleger os nossos representantes cuja obrigação, no exercício dos seus mandatos, é, entre outras,  zelar pelas nossas cidades. Entretanto, esses senhores do poder, após serem empossados em seus cargos, muitas vezes  tomam decisões arbitrárias que ignoram a vontade dos cidadãos que eles representam. Se estivéssemos em ano eleitoral, época  das promessas, do sorriso largo que beija criancinhas e faz pose, provavelmente a resposta não seria o silêncio. 

 Hoje contamos com a velocidade da informação propiciada pela tecnologia que une idéias e pessoas do mundo todo em segundos. Não estamos mais isolados. Não é mais possível destruir patrimônios ou calar reivindicações com o ronco da moto-serra, com a marretada impiedosa que tudo destrói ou o abuso do poder.

Todos nós cometemos erros, mas só os grandes são capazes de assumi-los, rever decisões equivocadas e desculpar-se publicamente. Os medíocres preferem sustentar e justificar o absurdo das suas decisões agindo na surdina e atacando anonimamente. 

Preservar o patrimônio histórico e cultural de uma cidade é dever e responsabilidade da administração pública. Entendo que os custos de manutenção e preservação do casarão fossem inviáveis para os proprietários e talvez por isso  o imóvel tenha sido vendido.  

Entretanto, o inaceitável é que em vez da Prefeitura explorar as inúmeras alternativas existentes para preservar um dos casarões mais belos  da cidade, optou pela solução mais absurda e irreversível: a demolição.

Sabemos que a preservação do patrimônio arquitetônico de uma cidade é um dos fatores que faz crescer a indústria do turismo em qualquer lugar do planeta. Esta semana, por exemplo, foi reaberto ao público o Farol da Barra, em Salvador,  o mais antigo das Américas, construído em 1698.

 Já estive diversas vezes na Bahia e sempre que fui a Salvador visitei o forte que abriga o farol e o Museu Náutico da Bahia. Agora é possível também subir na torre do farol. Segundo Cláudio Tinoco, presidente da Saltur (órgão responsável pelo turismo em Salvador), a iniciativa deve trazer um aumento de até 15% no total de turistas que a cidade recebe. Somente no primeiro dia de visitação o Farol da Barra recebeu 653 visitantes. O valor do ingresso para se ver a Baía de Todos os Santos lá de cima é R$10,00 por pessoa.

 Esse é apenas um exemplo de como decisões inteligentes não apenas podem preservar a memória de uma cidade mas  também ser rentável  para os cofres públicos. 

 Enquanto aguardamos o parecer do Ministério Público de Santa Catarina, registro aqui a minha esperança de ver o casarão transformado em um Centro Cultural, para promover atividades artísticas e abrigar a memória dos imigrantes que um dia se aventuraram pelo oceano rumo a outro continente,  trazendo a força de seu trabalho e o seu senso estético, e construíram uma das mais encantadoras cidades do Estado.    

domingo, 15 de maio de 2011

Destruição do Patrimônio Histórico de Treze Tílias

Antigo Hotel Áustria, prestes a ser demolido
O meu blog “nasceu” no dia 27 de fevereiro de 2011, ou seja, há menos de três meses. O meu objetivo, desde o início, foi publicar fotos das minhas viagens e textos contando o que me levou a fotografar uma determinada situação ou lugar.
As minhas publicações não estão vinculadas a nenhuma agência de viagem, companhia aérea ou qualquer empresa de transporte. Não tenho patrocinador. Os textos são todos de minha autoria e, portanto, sou a única responsável por todas as postagens.
Na minha última viagem para Santa Catarina estive em Treze Tílias e escrevi cinco artigos sobre a cidade com o intuito de divulgar a sua história e beleza. Foram muitos os emails que recebi de pessoas que se interessaram em conhecer a cidade após terem visto as fotos e lido os meus textos.
Para a minha surpresa, uma pessoa deixou um comentário anônimo nos textos sobre Treze Tílias alertando sobre o risco que a cidade corre de perder a sua identidade. Neste comentário foi mencionado também que o imóvel no qual funcionava o antigo Hotel Áustria, “uma relíquia cultural do Estado de Santa Catarina”, assim escreveu o leitor, está prestes a vir abaixo, uma vez que os novos proprietários o adquiriram já com a autorização para a demolição.
Faço questão de ressaltar que não tenho nenhuma ligação partidária e desconheço totalmente a política da administração da cidade de Treze Tílias. Porém, devo confessar que fiquei tão indignada com a possibilidade da maldita praga da destruição do belo já ter assolado a cidade que entrei em contato com a Prefeitura de Treze Tílias.
 Encaminhei um email para o Prefeito, Sr. Romeu Luiz Rabuski ,no qual perguntei se a Prefeitura tinha mesmo autorizado a demolição do casarão.  Faz uma semana que enviei o email e até agora não obtive nenhuma resposta do Gabinete do Sr. Prefeito. Contatei a secretaria de turismo da cidade de Treze Tílias e fui informada que o imóvel no qual funcionava o antigo Hotel Áustria foi mesmo vendido com um decreto que autoriza a sua demolição.
É simplesmente inconcebível que parte da história de uma cidade vire pó simplesmente para atender aos interesses de uma minoria. Nenhuma obra, por mais grandioso que pareça o projeto, justifica a destruição do casarão construído pelos imigrantes austríacos no início do século passado. Sou a favor do desenvolvimento sustentável, do progresso e da geração de empregos desde que a história daqueles que fundaram a cidade seja preservada.
O casarão onde funcionava o antigo Hotel Áustria ainda está de pé. Não vamos permitir que ações perversas destruam o nosso patrimônio cultural.
Peço encarecidamente a todas as pessoas que lerem este artigo que o encaminhem para os seus amigos. Precisamos nos mobilizar e impedir o início do processo de degradação da cidade de Treze Tílias.   
Eu estava em frente ao prédio da Prefeitura quando fiz esta foto

terça-feira, 3 de maio de 2011

Linda Treze Tílias

Nesta viagem não assisti nenhuma apresentação de  grupo folclórico da cidade. Há centenas de pessoas que fazem parte das apresentações de dança típica, dos cantos e das bandas locais. Para os visitantes é uma oportunidade para se conhecer também um dos principais instrumentos da música tirolesa, a cítara. 
Hotel Shneider
Muitos dos hotéis da cidade são administrados pelas famílias que trabalham e também  moram nos mesmos. Os hóspedes são recebidos como amigos que vieram de longe para uma visita.

Atêlie do escultor  Conrado Moser
 A cidade recebeu o título de “Capital Catarinense dos Escultores e da Escultura em Madeira”. Ateliês e esculturas estão por todos os lados. No hall do hotel Dreizehnlinden, por exemplo, está o ateliê do escultor Conrado Moser, conhecido internacionalmente pela riqueza de suas obras.  

Anualmente, em julho, acontece na cidade a Semana da Escultura de Treze Tílias na qual artistas de todo o país e do exterior se reúnem para mostrar e comercializar a sua arte.
Hotel Dreizehnlinden
Solange e Angélica, recepcionistas do Hotel Tirol

Há sete quilômetros do centro de Treze Tílias, na linha Babenberg fica a Igrejinha construída pelos imigrantes em 1934 e restaurada em 1998. Próxima a Igreja tem uma Gruta com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Na época das festas religiosas como a Páscoa e o dia de Nossa Senhora Aparecida, a procissão segue por uma trilha bem cuidada e cercada de árvores que começa na gruta e vai até a igreja.
Gruta de Nossa Senhora Aparecida e estação da Via-Sacra

Nos proximidades da Igreja há casas antigas, pastagens, ovelhas, cabras, vacas holandesas, pelegos secando e patos passeando pela a estrada.
Casa construída em 1942