quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ONG Grupo Terra visita o Catavento

 
No sábado, 10 de agosto de 2013, a ONG Grupo Terra que visa à inclusão social de pessoas com deficiência visual através do esporte, lazer e cultura visitou o Catavento.
Margarete, Leonardo e Agnaldo
O Catavento, sediado no Palácio das Indústrias, é um espaço cultural e educacional que apresenta ao público instalações interativas divididas em quatro seções:

 Universo      -          Do espaço sideral à Terra
 Vida              -          Do primeiro ser vivo até o homem
 Engenho      -          As criações do homem
 Sociedade    -         Questões polêmicas da convivência humana
Leonardo e Agnaldo
 
Participei da visita como voluntária e guiei o Agnaldo e o Leonardo que estavam muito interessados em aprender e conhecer o Catavento.
Lucimara, Leonardo, Audy e Agnaldo
 
Catavento
Palácio das Indústrias
Praça São Vito – Parque Dom Pedro II – Brás - São Paulo/SP
De terça-feira a domingo das 9h às 17h
Grátis
Lucimara e Arnaldo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Por que você partiu? A história de um doce exílio


Assisti a pré-estreia do documentário  Por que você partiu? de Eric Belhassen  na Reserva Cultural no dia 6 de agosto de 2013. Um filme inteligente e sedutor que retrata os sabores e dissabores de seis chefs franceses de gastronomia que se aventuraram em terras brasileiras.  Eric Belhassen viajou para a França e conversou com os pais dos talentosos chefs para retratar a separação familiar. O resultado são relatos emocionantes dos que ficaram e daqueles que partiram.
 
 Não deixe de assistir Por que você partiu?  Em exibição nos cinemas a partir do dia 16 de agosto.  


Após a exibição do filme os convidados tiveram o prazer de conversar com os chefs e provar as delícias por eles preparadas como: “ bisque de crustáceos , moules marinières, mini hambúrguer pied de porc  por  Laurent Suaudeau,  degustação de ostras frescas e rabada com polenta por Alain Uzan e degustação de macarrons por Eric Jacquin.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Luciana de Paula Cunha - corredora confeiteira

 
Luciana de Paula Cunha, 30 anos, campeã de corrida de rua, mãe e confeiteira.
09/07/2013 - Corrida Maxi Shopping Jundiaí
10 km - Tempo: 41'54" - Campeã Geral 

        Primeiro aniversário do filho Pedro, a Luciana tinha 24 anos
                                       Luciana aos 20 anos
Conheci a Luciana na ECOrrida, no dia 21 de julho de 2013, corrida na qual ela foi vice-campeã da prova dos 10 km.
Assim que comecei a conversar com a Luciana perguntei sobre sua rotina de treinos e a preparação física para vencer as corridas de rua. Logo descobri que a mulher que eu tinha visto levantando um troféu guardava consigo uma gigantesca luta diária para ser uma atleta vencedora.
A Luciana chegou a pesar mais de 100 kg e começou a correr para emagrecer. Em dezembro de 2011, incentivada pelo seu namorado, Renato de Almeida Pereira, ela aceitou formar uma dupla com ele e participar da corrida Circuito das Praias – Etapa Bertioga. Foram campeões. Foi o primeiro pódio da Luciana e o início de uma grande paixão pelas corridas.
Hoje ela pesa 58 kg e já subiu ao pódio 17 vezes. Esses números, por si só, já seriam suficientes para impressionar se ela não tivesse uma rotina tão pesada.
Todos os dias, às 5h30 da manhã a Luciana deixa a sua casa em Osasco para levar  seu filho para a escola. Em seguida toma um ônibus para a Vila Leopoldina, em São Paulo, onde trabalha como confeiteira na padaria de um supermercado há 10 anos. Sua jornada começa às 6h40 e termina às 15h20. São 8 horas diárias, 6 dias por semana, em pé, fazendo bolos e doces.
Assim que ela sai do trabalho, com suas pernas muito cansadas, vai para a Cidade Universidade treinar. ELa não tem assessoria esportiva, não tem técnico e não pode pagar nenhuma orientação profissional uma vez que seu salário líquido é R$ 800,00 por mês. Seus treinos seguem as planilhas de corrida que o namorado   pega na internet ou em revistas esportivas e usa para treiná-la. A falta de condições básicas para treinar parece ser compensada pela vontade e determinação de vencer da Luciana.

Após o treino, no ínicio da noite, às 19h00, a Luciana precisa ir buscar  seu filho na escola. Quando volta para casa tem que preparar o jantar, cuidar e brincar com o Pedro… é hora de ser mãe.
 
 
 
Mulher, mãe, corredora, guerreira, vencedora, confeiteira, um exemplo de superação e de comprometimento com a vida. É assim que eu vejo a Luciana, e desde que a conheci me pergunto sem parar:
 
 
 
E se a Luciana tivesse condições ideais para treinar, qual pódio ela subiria?
E se o talento e a garra da Luciana encontrasse um patrocinador?
E se você decidisse enviar esse artigo para todos os seus amigos?
 
“Tudo parece impossível até acontecer”. Nelson Mandela

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ney Matogrosso e o show “Atento aos Sinais”


Ney Matogrosso comemorou 72 anos esbanjando sensualidade e beleza com o show “Atento aos Sinais” que celebra seus 40 anos de carreira. No repertório canções clássicas e contemporâneas como “Vida Louca” (Lobão), “Roendo as Unhas” (Paulinho da Viola), “Fico Louco” (Itamar Assumpção), e “Oração” (Dani Black).
Assisti ao show no dia 2 de agosto de 2013 no HSBC Brasil em São Paulo.
Não sei exatamente quantos shows do Ney Matogrosso  já assisti, mas com certeza, pelo menos uns 30 e quase todos com o meu irmão.
Quando eu tinha 15 anos, em 1987, morava em Cacador- Santa Catarina e o meu irmão estudava em Curitiba. Naquele ano o Ney fez uma temporada do show “ Pescador de Pérolas” no Teatro Guayra em Curitiba. O meu irmão comprou um ingresso para eu assistir ao show com ele. É claro que não foi nada fácil convencer  meus pais me deixarem ir, mas depois de muitas lágrimas e soluços, eu ganhei a tão sonhada passagem de ônibus de Caçador para Curitiba, seis horas de viagem.
Foi o primeiro show que assisti na minha vida e talvez um dos mais lindos. Eu me lembro até hoje da emoção que senti ao ver o Ney entrar no palco vestindo um terno branco, sem nenhuma pintura ou adereço. Ele cantou composições do Cartola, Dorival Caymmi e Ary Barroso, entre outros, acompanhado do Arthur Moreira Lima no piano, Paulo Moura (sax e soprano), Chacal ( percussão) e Raphael Rabello no violão. Para mim a interpretação mais marcante foi  “Tristeza do Jeca”, simplesmente inesquecível e inclassifícavel como é o Ney Matogrosso.