sábado, 15 de dezembro de 2012

Milton Nascimento - Uma Travessia


Na última quinta-feira, 13 de dezembro de 2012, assisti ao show que comemora os 50 anos de carreira de um dos maiores cantores da música popular brasileira. Há muitos anos eu não ia a um show do Milton Nascimento e foi emocionante ouvi-lo cantar Nos bailes da Vida e Maria, Maria.
 
Em um determinado momento do show o Milton sentou-se numa cadeira e nos pediu um presente. Ele queria que o público cantasse Canção da América para ele. A meia luz a plateia cantou  acompanhada pelos músicos da banda. No final fomos aplaudidos pelo Milton que disse que aquele era o maior presente que um artista poderia ganhar para comemorar seus 50 anos de carreira.
 
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Correndo a XIV Volta Internacional da Pampulha

No ano passado corri a minha primeira São Silvestre    http://audmara.blogspot.com.br/2012/01/minha-primeira-sao-silvestre.html e decidi que a próxima grande corrida que eu iria participar seria a Volta da Pampulha. A razão da minha escolha era homenagear Oscar Niemeyer e ter o imenso prazer de correr na companhia do complexo arquitetônico da Pampulha que abraça a grande lagoa.
Fiz a minha inscrição em agosto e comecei a treinar para melhorar o meu condicionamento físico e conseguir completar os 18 km da corrida com o calor de dezembro em solo mineiro.
Embarquei para Belo Horizonte na manhã da sexta-feira 7 de dezembro de 2012. A duração do voo do aeroporto de Guarulhos até o aeroporto de Confins é de apenas uma hora. Chegando lá tomei um ônibus para o centro de Belo Horizonte e foram quase duas horas de viagem do aeroporto até o meu hotel.
À tarde fui retirar o kit da corrida e havia um estande que personalizava as camisetas da corrida. Como eu sempre fui apaixonada pelas obras do Niemeyer, http://audmara.blogspot.com.br/2012/12/niemeyer-o-maior-entre-os-grandes.html resolvi fazer uma dedicatória para ele. O Cláudio, que fez a impressão, não percebeu e repetiu várias letras erroneamente. Na tentativa de remover as letras ele rasgou a camiseta. Eu fiquei profundamente desolada e disse a ele que sabia que todo mundo tinha o direito de errar em algum momento, mas não poderia ter acontecido com aquela camiseta. Ele pediu o nome do hotel que eu estava hospedada e disse que faria o possível para conseguir outra camiseta com a organização da corrida. Achei que ele iria mesmo se esforçar porque a minha tristeza era tão visível que ele se sentiu incomodado por ser o causador de tamanha frustração.  No meio da noite recebi uma ligação do Cláudio me informando que ele havia conseguido outra camiseta para mim. No sábado fui buscá-la e pedi para imprimir no lugar mais visível da camiseta: Niemeyer, genial ao invés do meu nome.
Na corrida usei o boné branco que comprei em Curitiba em 2007 quando visitei o Museu Oscar Niemeyer. Na parte traseira do boné o desenho do Museu do Olho.
 
Aproveitei o sábado para visitar várias obras do Niemeyer e também para conhecer a Lagoa da Pampulha. A primeira vista me pareceu gigante e até assustador pensar que iria correr em volta daquela lagoa que meus olhos sequer conseguiam ver o final. Não consegui dormir bem e no domingo 9 de dezembro de 2012, acordei antes das 5h00 para correr.
      Os cariocas Roberto e Eliane Gullo, eu e o Sidnei Lopes em frente o Mineirão
 
A largada da corrida era às 8h00. Desci para tomar café um pouco antes das 6h00 e assim que entrei no restaurante do hotel perguntei para um casal que também estava usando a camiseta da corrida se eles iriam tomar um taxi para o Mineirão. Era o Roberto e a Eliane Gullo, do Rio de Janeiro, que me convidaram para ir com eles no taxi. Na mesa ao lado, o Sidnei Lopes, que também tomava café, disse que ele estava de carro e ofereceu carona. Segundo ele poderíamos “nos perder” juntos, pois só teríamos o GPS para nos guiar. Aceitamos a carona inesperada e fomos para o Mineirão juntos.
Roberto Gullo, eu e o Sidnei Lopes
 Eliane Gullo, eu e o Sidnei Lopes
 De acordo com a organização da corrida 14.000 corredores se inscreveram. Houve alteração no percurso original para que a largada e chegada da prova fossem na entrada do Estádio do Mineirão. É evidente que foi uma estratégia de marketing para mostrar que a reforma do Estádio para a Copa do Mundo de 2014 está avançada. Para os corredores foi uma dificuldade a mais uma vez que a largada era na descida e a chegada com uma subida íngreme.
    Alguns minutos antes da largada da XIV Volta Internacional da Pampulha
Oficialmente o percurso era 18 km 650 metros, porém, todas as pessoas que correram com GPS registraram a distância de 19 km 300 metros.
 Eu comecei a correr com o mesmo ritmo dos treinos e procurei me manter o mais próximo da lagoa possível. A vista era deslumbrante e houve momentos que eu só ouvia a respiração dos outros corredores, suas passadas e os pássaros cantando nas árvores. No início da corrida o céu estava nublado e fazia muito calor. O primeiro ponto de hidratação era próximo do quilômetro cinco e me esforcei para pegar uma garrafinha de água entre tantos corredores. Continuei com o mesmo ritmo até chegar ao décimo quilometro e, a partir daí o sol brilhou e os termômetros marcavam mais de 30 graus.
Segui correndo com a mesma a velocidade por mais quatro quilômetros, quando avistei um homem tendo convulsão e recebendo atendimento médico. Ouvi as sirenes da ambulância abrindo caminho entre os corredores para prestar socorro. Eu nunca tinha visto ninguém passar mal numa corrida e aquela imagem me impressionou enormemente. Em seguida vi outras pessoas desmaiando e decidi diminuir o meu ritmo. Eu estava bem fisicamente apesar do calor, mas como jamais tinha corrido mais do que 16 km não queria arriscar. Procurei fixar o meu olhar na lagoa e na Igrejinha da Pampulha que se aproximava. Era uma imagem linda e um momento único para mim.
 Não demorou muito e vi a placa indicando o Km 17, faltava pouco para terminar. Continuei correndo num ritmo baixo e finalmente vi o Mineirão outra vez. Sabia que a parte mais difícil da corrida era o último quilômetro e consegui subir trotando aquele morro que se agigantava na minha frente. O meu tempo, extraoficial, para correr 19 km e 300 metros foi 2h24 minutos. Poderia ter completado a prova em menos tempo, mas isso não era o mais importante para mim. Corri para desfrutar da beleza do lugar e da magia das curvas e leveza das construções do Niemeyer.
 
No final da tarde tomei um voo de volta para São Paulo e ontem fui trabalhar normalmente. Não senti nenhuma dor ou cansaço. Acredito que agora já posso pensar em correr uma Meia Maratona, ou seja, 21 km.
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer, o MAIOR entre os grandes

“A vida é apenas um sopro”
“Life is a breath of air”  
Oscar Niemeyer  
15/12/1907 – 05/12/ 2012
 
O homem que celebrou intensamente sua vida, o humanista inconformado com as injustiças sociais, o artista que deu leveza ao concreto armado, o arquiteto mais genial que o mundo conheceu já não desenha mais. Não sei descrever o vazio que sinto, mas posso dizer que meu coração chora.   Aprendi a AMAR arquitetura moderna e as obras do Niemeyer quando ainda era adolescente. E foi essa paixão que me levou a fazer a inscrição para correr os 18 km da Volta da Pampulha no próximo domingo, 9 de dezembro de 2012 em Belo Horizonte. The man who celebrated life intensely, the humanist who never accepted social inequality, the artist who made concrete seems light, the greatest genius of architecture the world has ever known does not draw anymore. I cannot describe my sadness today. I can only say my heart is crying. I was a teenager when I learned to LOVE modern architecture and Niemeyer’s work. It was due to this passion that I decided to take part in the race 18 km Volta da Pampulha, next Sunday, 9th December 2012 in Belo Horizonte.
As fotos deste post são lembranças das vezes que viajei única e exclusivamente para ver de perto a arquitetura que brinca com as formas arredondadas imitando montanhas, ondas do mar e o corpo de uma mulher. The pictures in the post are memories of trips I took just because I wanted to see the round shapes of an architecture that plays with it and looks like mountains, ocean waves and the body of a woman.
Sede das Nações Unidas em Nova York - Ano:2006
Edifício Copan em São Paulo Ano:2012
Museu de Arte Contemporânea - Niterói - Rio de Janeiro Ano 2008
Teatro Popular Oscar Niemeyer - Niterói- Rio de Janeiro Ano: 2008
Museu Oscar Niemeyer em Curitiba - Ano: 2007
Eu e a minha amiga americana Valerie Wheat - Curitiba Ano: 2007
Auditório do Ibirapuera - São Paulo Ano:2011
Prédio da Bienal - Parque do Ibirapuera São Paulo Ano:2011
Brasília - Congresso Nacional Ano:2006
Catedral de Brasília  Ano:2006 
Interior da Catedral de Barsília Ano:2006
Interior da Igreja Dom Bosco -  Brasília Ano: 2006
Itamaraty - Brasília Ano:2006
Jardim interno no Itamaraty - Brasília Ano:2006
Escada dentro do Itamaraty - Brasília Ano: 2006 
Vista dos Ministérios e do Congresso de dentro do Itamaraty- Brasília Ano:2006
Congresso Nacional - Brasília Ano: 2006
Palácio do Planalto - Brasília Ano:2006
Palácio da Alvorada - Brasília Ano: 2006
                                    

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ayrton Senna Racing Day–Autódromo de Interlagos


Participei ontem, 2 de dezembro de 2012, da 9º Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day em homenagem ao nosso tricampeão mundial de Fórmula1. A iniciativa é do Instituto Ayrton Senna e o valor integral das inscrições é destinado aos programas do próprio Instituto que visam melhorar a educação pública no Brasil. Os participantes podiam se inscrever para correr os 42 km em duplas, quartetos e octetos. O valor da inscrição do octeto era R$760,00. Este ano 6.124 pessoas se inscreveram em 1.030 equipes.
Tomei conhecimento desta Maratona de Revezamento em agosto e resolvi formar uma equipe para participar. Convidei a Martha Lamounier que faz natação e academia comigo para me ajudar a montar a equipe. Convidamos amigos corredores e amigos dos amigos para formar o nosso octeto e fizemos a nossa inscrição no mês de setembro. A nossa equipe foi nomeada “Running with Ayrton”, sugestão do Moisés Rodrigues que venceu uma votação que incluía os nomes: “Os Roda Presa”, “ Os Bécos” e “Senna Inspiration”.  
 
Em pé, esquerda para a direita: Moisés, William, Martha, Mônica, Mário e Audy
                           Agachados, esquerda para a direita: Gabriel e Alexandre.
 
Como a maioria das pessoas da equipe não se conhecia, tentamos inúmeras vezes marcar para treinarmos juntos. Entretanto, nossas agendas sempre atribuladas com o trabalho e compromissos não nos permitiu esse encontro. Só conseguimos nos reunir ontem no autódromo de Interlagos, uma hora antes da largada da corrida.
Largada da Maratona de Revezamento
Reta da largada
Entrada dos boxes para os corredores
Reta de chegada depois da subida interminável
Uma longa subida com quase 1km
A magia do esporte e a vontade de correr nos aproximaram de tal forma que logo após as apresentações já éramos uma equipe muito unida e cada um incentivava o outro a fazer o seu melhor, sem se preocupar com a nossa classificação final. Estávamos ali para viver a emoção de correr no autódromo de Interlagos com suas descidas acentuadas, curvas fechadas, subidas longas, pista inclinada, asfalto ainda emborrachado com as marcas dos pneus dos carros de Fórmula 1 que correram o Grande Prêmio do Brasil na semana anterior.
William, Mônica, Alexandre, Audy, Moisés, Martha, Mário e Gabriel
Terminamos a 9º. Maratona de Revezamento Ayrton Senna, 42 km, com o tempo de 4:17:37. A ordem dos corredores da nossa equipe e o tempo de cada um foi o seguinte:

1º.volta:     Martha Lamounier           Tempo:    00:27:16
2º. volta:    Audmara Veronese                           00:32:39
3º. volta:    Mônica Sayuri Osaki                         00:32:46
4º. volta:    Mário Razzini Neto                            00:42:59
5º. volta:    Moisés Rodrigues da Silva               00:36: 54
6º. volta:    Alexandre Cota de Souza                 00:30:51
7º. volta:    Gabriel Elizondo                                00:29:15
8º. volta:    William Paulo Arruda                       00:24:56

                   Eu e o William , meu professor de musculação e treinador  
 Agradeço imensamente a todos da Equipe Running with Ayrton por aceitarem o convite para participar desta corrida tão desafiadora no autódromo de Interlagos. Enquanto corríamos, acredito que em algum momento, cada um de nós lembrou um pouco dos domingos que vibrávamos com as aceleradas naquela mesma pista do nosso eterno campeão Ayrton Senna do Brasil!  VALEU !