domingo, 1 de abril de 2018

Corrida e Caminhada pela Inclusão Olga Kos


Descrição da foto: Pra cego ver: grupo reunido em frente a placa da largada. Todos sorrindo e abraçados. Em pé da esquerda para a direita: Enzo, Hermes, Geons, uma corredora,Vitor, Sonia, uma corredora,Mário, Amélia e Cláudia. Agachados da esquerda para a direita: Audy, Malu, uma corredora, minha mãe Iolanda.   
Descrição da foto: pra cego ver: o mesmo grupo com o Estádio do Pacaembu ao fundo. Todos abraçados e sorrindo com suas medalhas após terem terminado a corrido.

No domingo, 25 de março de 2018, participei da corrida inclusiva em comemoração ao dia Internacional da Síndrome de Down ao lado de amigos queridos de longa data do Grupo Terra.
Descrição da foto: pra cego ver: medalha de participação na corrida. A medalha é dourada, escrito em alto relevo Instituto Olga Kos Inclusão Cultural. Impressa também a imagem de um corredor em movimento e de perfil. A fita da medalha é azul clara e branca com as inscrições " Instituto Olga Kos Inclusão Cultural e Corrida e Caminhada pela Incluso 2018 escrito na cor preta. 
Minha mãe, que está em São Paulo nos visitando, participou da caminhada. Acordamos às 4h30 da matina e às 5h30 eu e a mãe já estávamos na Av. Paulista para pegar o metrô e ir encontrar com outros corredores e caminhantes na estação Clínicas.
Descrição da foto: pra cego ver: eu e minha mãe abraçadas na plataforma do metrô. Ao fundo a placa indicando Destino Vila Madalena e o relógio que marcava 5h28.
Fomos andando da estação até o Estádio do Pacaembu onde seria a largada da corrida. O percurso tem cerca de 2km e uma descida muito íngreme.
Descrição da foto: pra cego ver: eu e o Cláudio na largada da corrida. Estamos de braços dados e com a cordinha usada para guiar na corrida. Ambos com a camiseta oficial da corrida, azul escura com o nome do Instituto Olga Kos e da corrida escrito em azul claro. Cláudio usa boné vermelho do Grupo Terra, óculos escuros e bermuda vermelho. Eu uso um boné rosa muito claro e bermuda preta. 
A largada foi às 7h00 e eu guiei o Cláudio Teixeira. Já participamos de várias corridas juntos e desta vez corremos os 5km em 40 minutos.  
Descrição da foto: pra cego ver: eu e o Cláudio correndo na Avenida Pacaembu, foto de corpo inteiro.
Descrição da foto: pra cego ver: eu e o Cláudio muito felizes com as nossas medalhas após o término da corrida. Ao fundo o estádio do Pacaembu.  
Depois da corrida, que teve 12.000 pessoas inscritas, voltamos todos para a Estação Clínicas caminhando, morro acima. Eu e a minha mãe ainda tivemos fôlego para andar quase toda a Paulista de volta para casa. Um domingo muito especial!
Descrição da foto: pra cego ver:  foto de corpo inteiro durante a caminhada. Da esquerda para a direita: minha mãe, Mário e Amélia entre outros caminhantes.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Roteiro Sensorial no Chão Caipira de Paraibuna


Descrição da foto:Todo o grupo reunido na trilha no Sítio do Bello. As pessoas estão sorrindo, chão de terra e ao fundo uma árvore frondosa. Da esquerda para a direita, em pé: Douglas Bello, Aderval Fabro, Nícia Lerussi, Cyntia Santos, Claudio Teixeira,Ana Claudia Domingues, Leila Yuri, Alexandre Alves Tôco,Ariane Couto Totti, Mário Brancia,Debora, Lúcia Fabro, Sidney Tobias, Lúcia Pereira, Cristiana Mello Cerchiari, Maria Luiza Brancia, Zilda Gonçalves, Edna Espírito Santo, Laura Castilho, Audy Veronese e Orion Santos. Agachadas: Iolanda Veronese e Susi Fauser.
Quando estou pesquisando um destino para desenvolver um roteiro sensorial levo em consideração uma série de características do local para que a experiência seja profunda para todos os viajantes. A participação efetiva das pessoas do destino é extremamente importante para que a experiência seja mais abrangente.
Descrição da foto: caminho de terra entre árvores da entrada do Sítio do Bello. Susi Fauser estende a mão e cumprimenta Ana Cláudia. Logo atrás Audy e Sidney.

A escolha do Sítio do Bello para a realização de um roteiro sensorial partiu de um pedido de uma amiga, Zilda Procedino, que é massoterapeuta e é uma pessoa cega. Zilda tinha lido reportagens sobre o Sítio e me pediu para organizar a viagem pois tinha um grande interesse em conhecer as muitas frutas produzidas no Sítio.
Fui para Paraibuna no dia do meu aniversário, 16 de dezembro de 2017, com o meu namorado Orion Santos para conhecer a cidade e o Sítio.   
Descrição da foto: trilha de chão batido entre árvores, as pessoas aparecem de corpo inteiro e sorridentes. Da esquerda para a direita: Audy caminha olhando para o Sidney que segura seu braço esquerdo. Ana Cláudia segura no braço do Sidney e sorri para o Orion que caminha ao seu lado.
O Sítio do Bello produz 68 tipos de frutas entre exóticas, frutas nativas da Amazônia e da Mata Atlântica. A minha proposta de roteiro foi aceita e fomos recebidos pelo dono do Sítio, Douglas Bello.
Descrição da foto: mesa com diversos tipos de frutas que foram degustadas pelo grupo.
Descrição da foto: em frente ao quiosque onde foi colocada a mesa de frutas, havia uma mesa com o café da manhã. Da esquerda para a direita, Cláudio, Cristiana, Orion, Lucy, Susi, Lucia, Edna Malu e Laura de costas.
No nosso café da manhã de boas-vindas teve paçoca, bolos, tortas, queijo, geleias, cangaia e, além do gostoso café com leite, sugo de jabuticaba e pitanga. Eu também pedi um bolo especial para comemorar o aniversário da Zilda que seria no dia seguinte ao passeio e o do Orion que havia sido dois dias antes. Solicitei um bolo que realçasse os sabores das frutas que não estamos acostumados a comer. O resultado não poderia ser melhor, o bolo, com certeza o mais saboroso que já comi na minha vida, foi recheado com araça-boi, garcínia, graviola e cupuaçu. Maravilhoso!

Descrição da foto: Todos em pé, Orion, Audy e Zilda, sorridentes, com as mãos juntas seguram a faca e cortam o bolo que é branco, retangular, decorado com suspiros, cobertura de chantilly e com decoração de cupuaçu. O bolo pesava 6 kg.

Descrição da foto: mesa redonda com toalha branca ao ar livre com o bolo, queijo, geleias, e torta. Em volta aguardando o bolo ser cortado, Susi, Cláudio, Lúcia, Orion, Malu, Mário, Ana Cláudia e Alexandre.

Vídeo mostrando os participantes cantando Parabéns e cortando o bolo:
https://www.youtube.com/watch?v=j3pM3p5EWAg&t=7s
Em seguida, degustamos e aprendemos sobre as propriedades de diversas frutas, entre elas: pitaya, jambo, pequi, araça-boi, garcínia, pitomba, graviola, feijoa, orvalha, manbaga e cambuci. 
Descrição da foto: grupo em frente a mesa de frutas. No primeiro plano duas graviolas que pesavam cerca de 8 kg cada e foram degustadas. Da direita para a esquerda Ana Cláudia, Cláudio, Malu, Edna, Cíntia, Zilda e Lúcia.
Descrição da foto: Grupo degustando as frutas dentro do quiosque, em primeiro plano Laura e Cintia saboreando frutas, ao fundo Douglas explicando sobre as propriedades das frutas.
Descrição da foto: Uma caixa com jambo, fruta que tem a casca vermelho escuro, ovalada e tem o tamanho equivalante a uma pera.
Descrição da foto: Sidney segura com as duas maõs, próximo ao nariz a fruta araça-boi que é redonda, amarela, um pouco maior que um limão. 
Descrição da foto: Alexandre cheira o miolo de um pequi que é uma bolinha amarela e Ana Cláudia examina a casca do pequi que é verde. Na foto abaixo mãos tocam e sentem o pequi.
 Após a degustação fizemos uma trilha pelo pomar.
Descrição da foto: fundo com árvores frutíferas e gramado no chão. Em pé, da esquerda para a direita olhando para o alto: Douglas, Iolanda, Edna e Laura que 
observa Douglas. 

Descrição da foto: Ana Cláudia toca os galhos de uma feijoa ou goiaba do mato.
Descrição da foto: uma mangabeira florida. A flor da mangaba tem duração de apenas um dia. É uma flor delicada em forma de um leque, com hastes finas brancas e as pontas vermelhas. 
Descrição da foto: Grupo reunido em meio ao pomar ouve explicações do Douglas
Descrição da foto: Mário está de costas tocando o tronco de uma árvore e Nícia guia a sua mão.
O nosso almoço foi no Mercado de Paraibuna, construído em 1880.
Descrição da foto:construção térrea, nas cores branco e azul, na fachada quatro portas com arcos romanos e duas janelas retangulares pequenas na lateral. Telhado de telhas. 
No Restaurante do Luiz provamos o afogado, prato típico dos tropeiros que por ali passavam. O prato é feito com carne cozinha por mais de 24 horas, temperos, arroz e farinha de mandioca. Conhecemos também o pastelzinho do Manezinho, com tradição centenária, a receita usa farinha de fubá na massa do pastel.
Descrição da foto: prato fundo branco com borboletas e flores laranja pintado nas bordas e com afogado dentro.
Descrição da foto: grupo almoçando, todos sentados à mesa comendo, algumas pessoas estão sorrindo
Na loja do Ailton Moraes, produtor da cachaça Canabella, e que vende mais de 1.400 tipos de cachaça, degustamos várias cachaças especiais. O Ailton, muito hospitaleiro, ensinou os viajantes a tocar o berrante.
Descrição da foto: grupo em frente a loja da Canabella, dentro do Mercado de Paraibuna e abaixo foto de uma prateleira com dezenas de garrafas de cachaça.
Descrição da foto: todos em pé, Alexandre segura o berrante e o Cláudio toca entre Sidney e Ana Cláudia que sorriem.

Vídeo Ailton Moraes e Sidney Tobias tocando berrante:

Descrição da foto: Zilda toca berrante dentro da loja da Canabella
Vídeo da Zilda Goncalves se divertindo com o berrante.


Descrição da foto: Ailton e Ana Cláudia tocam berrante juntos
Tivemos também uma roda de conversa com o Sr. José que contou causos caipiras e muita cantoria no Mercado de Paraibuna.  
Descrição da foto: grupo sentado, Ailton em pé toca berrante e Sr. José, também em pé, usando um chapéu de palha, camiseta verde e calça cinza conta causo.
 
Descrição da foto: Sr. José, sentado em um banco com o braço direito esticado apontando para o alto é observado por Iolanda e Nícia.
 Video: Lampião de Gás na voz de Mário Brancia e Sr. José no Mercado de Paraibuna
Um roteiro com muitos sabores e sons realizado no dia 24 de fevereiro de 2018. GRATIDÃO a todos os envolvidos! O grupo, formado por 20 viajantes, teve a participação de oito pessoas cegas e duas com baixa visão. Projeto AMPLIANDO HORIZONTES

Descrição da foto: dentro do ônibus, sentados e sorrindo os gêmeos Malu e Mário. 
Descrição da foto:sentados e sorridentes, foto de meio corpo, da esquerda para a direita Ariane, Alexandre e Ana Cláudia, em pé Sidney.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Let´s Dance

Ritchie
No mês que David Bowie completaria 71 anos e dois anos da sua morte, muitas comemorações no Sesc 24 de Maio em São Paulo.
Blubell
Assisti ao show Let´s Dance no dia 11 de janeiro de 2018, ao meio dia. A homenagem contou com quatro vocalistas de estilos e gerações muito distintas que foram influenciados por Bowie.
                                       Filipe Catto
Foram 23 canções interpretadas por Blubell, Filipe Catto, Leo Cavalcanti e Ritchie que revelou que ele nasceu numa vila chamada Beckenham, no condado de Kent, no Sul da Inglaterra,  o mesmo local que David Bowie passou parte da sua infância e adolescência. 
                      Filipe Catto e Leo Cavalcanti


Um show marcante que contemplou todas as fases da obra de David Bowie. 
                                 Leo Cavalcanti

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Minha quarta São Silvestre


Passando pelo Teatro Municipal, Km 11 ou 12 da prova
A decisão de correr esta São Silvestre foi, primeiramente, uma maneira de celebrar a vida e a minha condição física após alguns “incidentes” e uma cirurgia traumática no início de 2017.
Estava treinando com regularidade, porém, longe da forma física que tinha quando corri as minhas três primeiras São Silvestre.
 Na semana anterior a prova tive uma intoxicação alimentar e foram dois dias inteiros na cama. Felizmente me recuperei, mas em seguida tive uma torção muscular nas costas dormindo. A dor era intensa e a menos de dois dias da corrida não tinha certeza se teria condições de correr.
                                      Saindo de casa para correr a São Silvestre
Sabia que teria que ser uma corrida lenta porque assim teria mais chances de terminar. Apesar disso, não poderia deixar de lado o visual que combinasse com a alegria da prova.
                   Eu e a Ana Paula logo após cruzar a linha de chegada 
Corri acompanhada da minha amiga Ana Paula, de Caçador -Santa Catarina, que veio com o namorado para São Paulo para correr.
Durante a corrida muitas vezes senti dor nas costas, algumas fisgadas que me impediam de respirar por alguns segundos e que me faziam dar passadas ao invés de correr.
Consegui terminar a prova com um tempo equivalente ao que corri a meia maratona do Rio há alguns anos... não importa, a alegria de cruzar a linha de chegada da Av. Paulista por onde passaram mais de 30.000 corredores foi imensa. Foram 2h15 de um esforço imenso para percorrer os 15 km do percurso pesado da São Silvestre que teve chuva, alguns raios de sol e mormaço.
Com o meu amigo Hector do Uruguai. Nos encontramos no vão do MASP, antes da largada, enquanto aguardávamos a chuva passar.   
Da esquerda para a direita, Dado namorado da Ana Paula, eu a Ana e outro corredor de Caçador.